Empreendedoras de Cuiabá transformam hobby em fonte de renda

Em Cuiabá, empreendedores têm encontrado espaço para vender produtos artesanais nascidos de hobbies

Cada vez mais pessoas têm transformado atividades que antes eram apenas um passatempo em oportunidade de negócio. O que começou como uma forma de ocupar o tempo livre ou aliviar o estresse passou a gerar renda, conquistar clientes e, em muitos casos, se tornar a principal fonte de sustento familiar.

Em Cuiabá, empreendedores têm encontrado espaço para vender produtos artesanais nascidos de hobbies. Além da criatividade, essas histórias revelam desafios, dedicação e a constante busca por independência financeira.

O que começou como um talento na cozinha e o desejo de conquistar a autonomia financeira se transformou em um negócio que hoje sustenta uma família inteira. Foi assim que a confeiteira Katlyn Polini decidiu apostar nos doces como profissão, após perceber o aumento constante das encomendas e a divulgação espontânea feita pelos próprios clientes.

Paranaense, Katlyn chegou a Cuiabá em 2018 sem conhecer ninguém. No início, o maior desafio foi conquistar o público e tornar a marca conhecida. Mesmo diante da insegurança de começar do zero, ela acreditou no próprio potencial e investiu na marca Ana Clara Doces.

As redes sociais tiveram papel fundamental nesse processo de expansão. Foi por meio delas que o trabalho ganhou visibilidade em Cuiabá e Várzea Grande, alcançando posteriormente clientes do interior de Mato Grosso. Atualmente, a confeitaria trabalha exclusivamente com encomendas para aniversários, casamentos e buffets, produzindo entre 7 mil e 9 mil doces por semana.

A paixão pelos suspiros na vida de Ana Salvá começou durante os preparativos para o primeiro aniversário da filha. Em busca de uma decoração diferente, ela passou a pesquisar receitas na internet e a fazer testes em casa, utilizando um pequeno forno elétrico. A experiência caseira logo despertou um profundo interesse pela confeitaria.

Ao compartilhar as primeiras produções nas redes sociais, surgiram os pedidos que deram origem à marca Bons Suspiros. No início, além de dominar as técnicas, o maior desafio foi acreditar no próprio potencial e aperfeiçoar as receitas. "Muita gente acha que suspiro é só clara e açúcar, mas existe muito estudo e técnica por trás", afirma Ana.

Hoje, a empreendedora oferece mais de 25 sabores e destaca que transformar um hobby em profissão exige dedicação diária. "Quando a paixão vira a principal fonte de renda, é preciso estudar, se reinventar e entender que o aprendizado nunca termina", pontua.

Velas personalizadas e amor pelo ofício
O gosto por criar peças exclusivas também se transformou em oportunidade de mercado para Amanda Nascimento. A ideia de produzir velas personalizadas surgiu após confeccionar alguns modelos para uma festa de aniversário. A repercussão positiva e as constantes perguntas sobre as peças a incentivaram a empreender.

As primeiras encomendas vieram de familiares e amigos, mas logo se estenderam às redes sociais, que se tornaram a principal vitrine do trabalho. Hoje, a marca Velarê vive exclusivamente da produção de velas personalizadas. Segundo Amanda, no início o maior desafio foi exercitar a criatividade e desenvolver novos modelos, já que dominava apenas um estilo de confecção.

Apesar de estar no começo da trajetória e gerir um volume inicial de pedidos, Amanda afirma ter encontrado na atividade algo que vai além do retorno financeiro. "Hoje isso é mais do que trabalho, é amor", conclui.

 

Fonte: Gazeta Digital
Crédito da Foto: Montagem