A Escola Estadual Daniel Martins de Moura, localizada na Vila Operária, escolheu não adotar o modelo cívico-militar em consulta pública realizada nesta terça (24) e quarta-feira (25) pela Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT).
A escola foi a única entre as seis que participaram da consulta em que a maioria dos servidores, alunos e familiares optou pela não adoção do modelo.
As escolas estaduais Domingos Aparecido dos Santos, Professora Stela Maris Valeriano da Silva, Ramiro Bernardo da Silva, Silvestre Gomes Jardim e José Moraes tiveram maioria escolhendo o modelo cívico-militar.
A votação ocorreu nas próprias escolas, com participação de servidores, estudantes e familiares, após um processo de escuta que reuniu opiniões e manifestações sobre a proposta de conversão. A consulta foi realizada em 66 escolas regulares de 28 municípios do Estado.
Segundo a Seduc-MT, por uma margem apertada, apenas duas unidades optaram pela não conversão: a Escola Estadual Daniel Martins Moura, em Rondonópolis (51% “não”), e a Escola Estadual 13 de Maio, em Tangará da Serra (53% “não”). Nas demais escolas, a média do “sim”, teve percentual acima de 85%.
Com isso, de acordo com a Seduc-MT, a Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso passa a contar com 170 unidades no modelo de gestão cívico-militar. O número se aproxima da meta definida pela Pasta para 2026: alcançar 205 escolas, entre as 628 unidades da rede.
Em Rondonópolis, sete escolas já possuem o modelo cívico-militar – Professora Edith Pereira Barbosa; Professora Eunice Souza dos Santos; Francisca Barros de Carvalho; Professora Maria Elza Ferreira Inácio; Joaquim Nunes Rocha; Marechal Dutra; e, Elizabeth de Freitas Magalhães. Com a consulta pública, mais cinco terão o modelo adotado, chegando a um total 12.
A Escola Estadual Major Otávio Pitaluga também participou de consulta pública em julho do ano passado, mas a comunidade escolar disse “não” para o modelo, assim como a Escola Daniel Martins de Moura.
Segundo o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, as audiências públicas conferem legitimidade às decisões da comunidade escolar.
“Abrimos um diálogo, garantindo que a decisão seja tomada com quem está na ponta. Isso melhora a política pública e fortalece a confiança na escola”, afirmou.
Para o secretário, o chamamento reafirma o compromisso do Governo de Mato Grosso com transparência e protagonismo.
“Estamos ampliando um modelo que tem mostrado resultados consistentes na organização do ambiente escolar, mas fazemos isso do jeito certo, que é ouvindo quem vive a escola todos os dias”, acrescentou.
As próximas etapas, de acordo com Alan Porto, incluem a realização de novas escutas nas demais unidades que solicitaram a conversão, para que a meta seja cumprida, além da abertura de um novo processo seletivo para militares da reserva.
O secretário reforçou que o modelo não altera o currículo escolar. A mudança ocorre na forma de gestão, que passa a ser compartilhada, a gestão pedagógica permanece integralmente sob responsabilidade dos profissionais da educação, diretores, coordenadores pedagógicos e professores civis da rede estadual, seguindo a Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
Fonte: A Tribuna MT
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