Eleições 2026: Novo Hospital Regional deve estar no centro das cobranças

Os quatro hospitais em construção possuem somente de área construída cerca de 18 mil m² – cada

Os municípios de Rondonópolis e da região sudeste do Estado seguem na espera de um novo Hospital Regional. O governador Mauro Mendes já adiantou, em outras ocasiões, que não dará início à construção de um novo hospital público de grande porte sem terminar os quatro em andamento em outras regiões do Estado. Enquanto uma nova estrutura não vem, a unidade de Rondonópolis tenta dar conta da crescente demanda por meio de reformas.

Projetado na década de 80, construído na década de 90 e inaugurado no começo dos anos 2000, o Hospital Regional de Rondonópolis já nasceu ultrapassado para atender a realidade que encontrou diante do acelerado crescimento do município nesse período.

A situação só piorou desde a inauguração, diante da estrutura obsoleta em função dos avanços em tecnologias e métodos construtivos.

Desde a década passada, a sociedade de Rondonópolis, com o apoio da sua classe política, vem lutando pela construção de um novo Hospital Regional, com uma estrutura moderna e que possibilite o atendimento em média e alta complexidade de toda a região.

O problema é que, por estar em uma região central, não possui área disponível para ampliação significativa da estrutura física.

Constantemente vários problemas na deterioração do mobiliário e na estrutura física são alvo de reclamações por parte dos usuários. Além disso, devido a estrutura limitada, não há como expandir as especialidades de atendimento à população, dependendo de outras estruturas da região, a exemplo da Santa Casa de Misericórdia, que presta serviços em cardiologia, maternidade, obstetrícia e tratamento de câncer.

A solução paliativa encontrada pelo Governo do Estado vem sendo a realização da reforma e modernização do Hospital Regional de Rondonópolis – processo que vem desde 2019 e ainda não foi concluído.

Na atual reforma em andamento, a unidade deve passar de cerca de 130 leitos para 160 leitos. As obras são realizadas com o hospital em andamento. Segundo o Estado, o investimento total na reforma ultrapassa os R$ 17 milhões desde 2019.

O Governo do Estado justifica que preferiu investir em regiões de Mato Grosso que eram desguarnecidas de unidades hospitalares de referência, como Alta Floresta, o Araguaia (em Confresa), Juína e Tangará da Serra, que não contavam com Hospitais Regionais.

As estruturas foram iniciadas em 2022, sendo que o mais adiantado atualmente é o de Alta Floresta, com 97% de obra concluída, e o mais atrasado, o de Confresa, que atingiu 51%.

Contudo, a reclamação da sociedade rondonopolitana é que, enquanto outras regiões recebem estruturas hospitalares grandes e modernas, Rondonópolis, a maior cidade do interior do Estado, precisa adaptar-se com uma unidade com estrutura defasada, acanhada e que não atende a crescente demanda.

Em Rondonópolis, a área toral do terreno não ultrapassa os 10 mil m². Os quatro hospitais em construção possuem somente de área construída cerca de 18 mil m² – cada.

Atendendo a uma população de cerca de 700 mil habitantes da região, sendo mais de 260 mil apenas na cidade pólo, o Hospital Regional de Rondonópolis certamente estará novamente no centro das discussões neste ano de eleições para deputados estaduais, federais, senador e governador, com a expectativa de que seja assegurado pelo próximo governante a construção de uma nova unidade hospitalar pública para atender a contento a região sudeste do Estado.

 

 


Fonte: A Tribuna MT
Crédito da Foto: Arquivo