A Companhia de Desenvolvimento de Rondonópolis (Coder) deve ser liquidada em 2026 e, com isso, vem a preocupação com a plena continuidade dos muitos serviços até então prestados pela empresa pública, como limpeza de ruas e logradouros públicos; manutenção da rede de iluminação; obras públicas diversas; e de urbanismo e conservação do patrimônio público.
A Coder será liquidada diante de uma situação insustentável. O Tribunal de Contas do Estado (TCE) verificou que a companhia adota um modelo ultrapassado e está contabilmente falida, com uma dívida superior a R$ 240 milhões, sendo a sua manutenção um grave risco às finanças públicas, ao equilíbrio fiscal e aos serviços públicos. O plano de liquidação da Coder deverá ter início agora no dia 15 de janeiro de 2026.
Com a liquidação da Coder, o Município terá o desafio neste ano de arcar com todas as responsabilidades inerentes ao processo, como obrigações fiscais, trabalhistas e débitos com fornecedores.
Além disso, a gestão terá de mostrar a capacidade de manter a prestação dos serviços públicos à população. Para isso, o Município deve concentrar seus esforços na gestão direta desses serviços.
A administração municipal tem demonstrado capacidade administrativa, mas passará por uma prova de fogo com a necessidade de provisão desses serviços antes feitos pela Coder, como limpeza pública, iluminação e tapa-buraco.
Nesse quadro, o entendimento é que 2026 ainda seja um ano de muitas mudanças e adaptações na gestão pública municipal, porém que devem ser feitas com celeridade e eficiência para que os cidadãos não sejam penalizados.
Fonte: A Tribuna MT
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