Entre os problemas gerados pelo crescimento desordenado e pela falta de planejamento estão muitos bairros em Rondonópolis sem a infraestrutura necessária, que aguardam há décadas a chegada do asfalto. Um exemplo clássico é o Residencial Sagrada Família, um dos maiores loteamentos do município e que ainda não está totalmente pavimentado.
Os moradores do Sagrada Família precisam conviver com a poeira e a lama ao longo do ano. A esperança é que as tratativas possam avançar este ano junto ao prefeito Cláudio Ferreira para garantir a pavimentação asfáltica e a drenagem de todo o bairro.
Mas os obstáculos são grandes, isso porque as obras para resolver os problemas de drenagem e de pavimentação pendente no bairro estão avaliadas em cerca de R$ 60 milhões.
Apesar de contar com expressivo percentual de bairros atendidos, Rondonópolis ainda não tem todo seu território urbano com rede de esgoto e com asfalto. As deficiências no abastecimento de água também exigem atenção.
A gestão atual já anunciou que uma das suas prioridades é tornar Rondonópolis 100% asfaltada e com rede de esgoto ao longo de seu mandato. O cumprimento da tarefa, nesse sentido, exige evolução nessa área em 2026.
Além disso, muitos locais da cidade vivem os transtornos com graves problemas de drenagem. São pontos como na Avenida Presidente Médici, nas margens da Avenida dos Estudantes e na Rua Otávio Pitaluga, na Vila Aurora, que constantemente enfrentam a força das águas, com muita enxurrada, alagamentos e dor de cabeça. Isso sem considerar muitos bairros periféricos que também anseiam por medidas na área de drenagem.
Para enfrentar essa demanda enorme de deficiências, a Prefeitura de Rondonópolis terá em 2026 um orçamento de R$ 371,9 milhões para a Infraestrutura – pouco considerando as muitas necessidades locais.
Para isso, será crucial a busca por parcerias junto aos governos estadual e federal. Uma opção que o Município pode lançar mão em 2026 é a adoção de um financiamento junto a Caixa Econômica Federal, em fase adiantada de tramitação, com valor superior a R$ 200 milhões, para fazer frente a projetos de infraestrutura urbana.
Fonte: A Tribuna MT
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