Plano ABC+: Mato Grosso avança na integração lavoura-pecuária e no uso de tecnologias limpas

Estado consolida participação de 17% na meta nacional de baixa emissão de carbono até 2030; plantio direto e terminação intensiva de bovinos também registram índices expressivos

O estado de Mato Grosso tem registrado um progresso significativo e consistente na transição para uma agricultura de baixa emissão de carbono. Dados recentes da Plataforma Nacional do ABC+, gerida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), indicam que o estado consolidou uma participação expressiva de 17% na meta nacional estabelecida para o período até 2030.

O avanço é fruto da adesão dos produtores rurais às tecnologias preconizadas pelo Plano ABC+ (Plano de Adaptação e Baixa Emissão de Carbono na Agricultura).

Instituído pelo Governo Federal em 2021, o programa é a continuidade de uma política pública iniciada em 2010, com o objetivo de alinhar produtividade, eficiência econômica e redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE).

Raio-X das metas: bioinsumos na liderança

A análise detalhada dos dados revela quais tecnologias estão sendo mais rapidamente absorvidas pelo agronegócio mato-grossense. O destaque absoluto é a adoção de Bioinsumos (BI), que já alcançou 83,50% da meta estabelecida para o estado.

Outras práticas conservacionistas também mostram números robustos:

Sistema de Plantio Direto de Grãos (SPDG): Registra 64,46% da meta, demonstrando a consolidação de técnicas que preservam a estrutura do solo.

Terminação Intensiva de Bovinos (TIB): Na pecuária, esta técnica atinge 59,75%, evidenciando a migração para modelos que reduzem o ciclo de produção e, consequentemente, o impacto ambiental.

Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF): O sistema avança com 22,33% da meta cumprida.

Sistemas Irrigados (SI): Segundo dados da Aprofir citados no levantamento, a tecnologia atinge 13,08%, indicando um campo aberto para a expansão da irrigação eficiente como estratégia de intensificação.

As tecnologias do plano abrangem ainda a Recuperação de Pastagens Degradadas (RPD), Sistemas Agroflorestais (SAF), Florestas Plantadas (FP) e o Manejo de Resíduos da Produção Animal (MRPA).

Gestão e Governança

Em Mato Grosso, a execução e o monitoramento dessas metas são liderados pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), que preside o Grupo Gestor Estadual (GGE). A estratégia envolve estimular a adoção de sistemas resilientes, promover a capacitação de produtores, fortalecer a pesquisa aplicada e buscar mecanismos de incentivo.

Para a superintendente de Agronegócios e Energia da Sedec, Camila Bez Batti Souza, os números refletem a eficácia da articulação entre o poder público e o setor produtivo.

“Os resultados consolidados até aqui mostram que Mato Grosso está comprometido com a modernização da agropecuária e com a adoção de soluções que reduzem impactos ambientais. Seguimos trabalhando para ampliar o acesso dos produtores às tecnologias do ABC+, garantindo que o Estado avance com segurança, eficiência e sustentabilidade no campo”, avaliou a superintendente.

 

 

 

Fonte: A Tribuna MT
Crédito da Foto: Marcos Vergueiro / Secom-MT