Alto Garças repercute em todo Brasil com episódio na Câmara Municipal no dia do voto feminino

Este não foi o primeiro episódio envolvendo divergências públicas relacionadas ao vereador

A sessão da Câmara Municipal de Alto Garças (MT), realizada no dia 3 de novembro — data que marca a conquista do direito ao voto feminino no Brasil — registrou um momento de tensão entre parlamentares.

Durante o uso da tribuna, o vereador João do Bideco (PL), que exerce mandato há vários anos no Legislativo local, dirigiu críticas à vereadora Selma Lobo (Republicanos). No vídeo da sessão, é possível observar que as falas foram proferidas em tom de discordância, resultando em um embate verbal entre ambos.

Este não foi o primeiro episódio envolvendo divergências públicas relacionadas ao vereador. Em situação anterior, também amplamente repercutida localmente, houve um desentendimento envolvendo o Promotor de Justiça Dr. Elton Oliveira Amaral. Na ocasião, a Associação Mato-Grossense do Ministério Público (AMMP) divulgou uma Nota de Repúdio às declarações do parlamentar.

Especialistas em direitos políticos e organizações que atuam na pauta de participação feminina ressaltam que a data de 3 de novembro costuma ser lembrada em todo o país como um marco simbólico de avanço — e episódios de conflito dentro de espaços institucionais, quando ocorrem nesta data, acabam gerando debates públicos sobre limites éticos e sobre a necessidade de preservação do ambiente democrático no Legislativo.

Este registro recente com a vereadora Selma Lobo reacende discussões sobre o tema da conduta parlamentar, o papel da Câmara como espaço de diálogo e a importância da garantia de condições equilibradas para a atuação política de homens e mulheres dentro dos poderes constituídos.

A repercussão do ocorrido segue em debate na cidade, e setores da sociedade civil defendem que eventuais condutas, quando contestadas, devem ser apuradas pelos órgãos competentes — tanto no âmbito interno do Legislativo quanto pelas instâncias que tratam de ética pública e direitos políticos. 

 

Veja a Nota de Repúdio