A pouco mais de um ano para as eleições de 2026, o PL de Mato Grosso vive hoje um clima de racha, que deve desaguar em Brasília. No epicentro da confusão está o MDB, agora presidido no estado pela deputada Janaína Riva, pré-candidata ao Senado e nora do senador Wellington Fagundes, que se movimenta para concorrer ao governo de Mato Grosso pela sigla liberal.
Enquanto Wellington não descarta fazer com que a proximidade familiar com a deputada Janaína Riva evolua para uma composição eleitoral rumo a 2026, os prefeitos de Cuiabá e Rondonópolis, Abílio Brunini e Cláudio Ferreira, são veementemente contrários à aliança e não apoiarão o MDB de forma alguma.
O A TRIBUNA apurou que Cláudio e Abílio, inclusive, estarão hoje, em Brasília, participando de um encontro de prefeitos. Eles vão aproveitar a ida à capital federal para reforçar, junto às lideranças nacionais, a posição contrária à aliança com o MDB de Janaína.
Prefeitos das duas maiores economias de Mato Grosso, Cláudio e Abílio alegam que o MDB é um partido de posição instável no Congresso Nacional e consideram o Senado Federal estratégico para avançar as “pautas conservadoras e de direita”.
Tanto Cláudio como Abílio são entusiastas da candidatura ao Senado do deputado federal José Medeiros, pelo PL, e uma aliança com o governador Mauro Mendes, que demonstra interesse em concorrer a uma das duas vagas de senador em disputa na eleição do próximo ano, que ocorre no dia 4 de outubro.
A posição da deputada Janaína, na eleição do ano passado, também pesa no veto dos dois prefeitos a uma composição com o MDB. Pois, a emedebista atuou fortemente contra prefeitos eleitos pelo PL nas principais cidades de Mato Grosso.
Não foi só em Rondonópolis e Cuiabá, como Várzea Grande e Primavera do Leste. Nestas outras duas cidades, os candidatos do PL, Flávia Moretti e Sérgio Machnic, respectivamente, também saíram vitoriosos das urnas.
Em meio ao levante dos dois prefeitos do PL contra aproximação da sigla com o seu MDB no Estado, Janaína tem se esquivado de rebater as críticas disparadas pelos liberais.
Pois, além do fator familiar, estar com o PL do seu sogro Wellington na eleição, a deputada vê nesta aliança um movimento importante para conquistar o eleitorado conservador e, com isso, afastar o MDB do rótulo de “esquerdista”, reposicionando a sigla em Mato Grosso mais à direita no espectro político.
Wellington, por sua vez, sem fechar portas para uma aliança com o MDB da sua nora, também tem saído pela tangente, dizendo que as alianças serão definidas somente ano que vem e caberá à direção nacional bater o martelo.
Nesse caso, quem deve ter voz decisiva sobre a aliança é o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está cuidando diretamente dos nomes dos candidatos do partido e de aliados ao Senado Federal.
A sua intenção é formar maioria na Casa, a partir da eleição do próximo ano, onde são analisadas as indicações de ministros de tribunais superiores, além dos pedidos de impeachment.
Fonte: A Tribuna MT
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