Ciência: Estudo diz que terapias complementares não funcionam para autismo

Estudo publicado em revista científica vem chamando a atenção de pais com filhos autistas no Brasil

Um estudo publicado na revista científica Nature Human Behaviour vem chamando a atenção de pais com filhos autistas no Brasil. Os autores, pesquisadores franceses e ingleses, concluíram que não há evidência robusta para recomendar tratamentos alternativos para pessoas com transtorno do espectro autista (TEA).

O trabalho, conduzido pela Universidade Paris Nanterre e da Universidade Paris Cité, na França, e pela Universidade de Southampton, no Reino Unido, envolveu a análise de 248 meta-análises, incluindo 200 ensaios clínicos com mais de 10 mil participantes.
O estudo contextualiza que muitos pais de crianças autistas, assim como adultos autistas, recorrem a medicinas complementares e alternativas na esperança de que possam ajudar sem efeitos colaterais indesejados.

Conforme o informado, os pesquisadores buscaram verificar a eficácia e segurança das medicinas complementares, alternativas e integrativas (MACIs) utilizadas para tratar o autismo. Nisso, foram analisadas 19 tipos de procedimentos, como intervenções assistidas por animais, acupuntura, musicoterapia, fitoterapia, probióticos e vitamina D.

A conclusão demonstrou que, mesmo alguns tratamentos mostrando potencial, as evidências foram consideradas fracas ou de baixa qualidade quanto aos resultados. Outra evidência foi que menos da metade das terapias alternativas passou por testes de aceitabilidade, tolerabilidade ou eventos adversos.

 

 

Fonte: A Tribuna MT
Crédito da Foto: Unicef/Onu