Consórcio quebra e refaz techos ja concluídos do BRT em Cuiabá

No local, o serviço é feito de forma intercalada, parte do concreto é quebrada, depois pulam alguns metros e outro ponto é retirado

Trechos recém-concretados das Obras do BRT (Bus Rapid Transit) começam a ser quebrados por causa de infiltrações que revelaram falhas na execução do serviço na pista para ciclovia do Parque Linear, no canteiro central na avenida Historiador Rubens de Mendonça, a avenida do CPA. Cerca de um quilômetro de concretagem está sendo removido, que vai da 13ª Brigada de Infantaria Motorizada até o Hospital do Câncer (HCan), após afundamentos no concreto.

No local, o serviço é feito de forma intercalada, parte do concreto é quebrada, depois pulam alguns metros e outro ponto é retirado.

Segundo a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), o problema foi identificado porque a obra não foi executada em conformidade com as normas técnicas. Por isso, o antigo consórcio responsável pelas obras do BRT vai refazer o serviço sem custos para o Estado.

Na manhã desta quarta-feira (20), a reportagem de A Gazeta esteve em frente à 13ª Brigada, onde havia cerca de cinco funcionários e uma retroescavadeira trabalhando. Os operários, que preferiram não se identificar, explicaram que já concluíram a fase de demolição e que o material quebrado deve ser retirado totalmente ainda nesta semana, para então iniciar a nova concretagem.

De acordo com eles, cerca de dois mil metros quadrados de concreto foram retirados e precisarão ser repostos. A estimativa é que sejam necessários aproximadamente quatro mil metros quadrados de concreto usinado para a recuperação, número que pode aumentar caso sejam encontradas novas falhas ao longo da pista. Os trabalhadores afirmaram ainda que a nova concretagem deve levar, em média, um mês para ser concluída, caso não haja novas intercorrências.

A Sinfra reforçou que esse trabalho de correção é de responsabilidade do antigo consórcio contratado. Após a rescisão do contrato, no dia 5 de fevereiro deste ano, o governo e o antigo consórcio concordaram que a empresa ficaria responsável pela conclusão dos trechos já iniciados, ou seja, entre o Hospital do Câncer e a sede da Secretaria de Estado de Fazenda e também o que chega até a sede do Crea-MT. Para estes trabalhos, ficou decidido que a empresa iria receber mais R$ 11,4 milhões e teria prazo de 150 dias para concluir tudo.

 

 

Fonte: A Gazeta
Crédito da Foto: Chico Ferreira