Futsal de surdos: Atleta de Rondonópolis disputa o Sul-Americano na Argentina

Heitor foi eleito o melhor jogador do Campeonato Brasileiro de Futsal de Surdos ano passado, jogando pela seleção mato-grossense

Um dos destaques em âmbito nacional no futsal de surdos, o rondonopolitano Heitor Wallas, de 28 anos, disputa o 8º Torneio Sul-Americano Interclubes, que será realizado entre os dias 17 e 24 de agosto, em Buenos Aires.

O atleta de Rondonópolis, que embarca hoje para a capital da Argentina, jogará a competição pela Associação dos Surdos de Cuiabá, que fará história como sendo a primeira equipe mato-grossense a disputar o Sul-americano.

O 8º Torneio Sul-americano Interclubes de Futsal de Surdos conta com a participação de 12 equipes de seis países: Brasil, Argentina, Chile, Paraguai, Uruguai e Colômbia.

As 12 agremiações foram divididas em três grupos, contendo quatro cada um. A equipe mato-grossense está no grupo A e estreará, na manhã de domingo (17), às 9h30, contra a equipe chilena Asoch.

“Vamos em busca de um resultado histórico para Mato Grosso nesta competição disputada na Argentina”, atestou o rondonopolitano.

Esta é a segunda vez que Heitor Wallas disputará a competição Sul-americana. A primeira vez foi em 2016, no Equador. Naquela oportunidade, ele jogou pela Associação de Surdos de Brasília e sagrou-se campeão.

Ano passado, o atleta de Rondonópolis, que joga como ala direita, foi eleito o melhor jogador do Campeonato Brasileiro de Futsal de Surdos, disputado em São Paulo. Autor de quatro gols na competição nacional, ele ajudou a levar a seleção mato-grossense ao vice-campeonato.

Recentemente, em junho deste ano, Heitor Wallas também conquistou o vice-campeonato com a seleção brasileira no Mundial de Futsal de Surdos, disputado na Itália. Um feito inédito, uma vez que foi a primeira vez que a equipe brasileira chegou à final.

Professor de educação física e instrutor de Libras, Heitor, que é morador da Vila Itamaraty, na região da Vila Operária, utiliza o esporte para promover inclusão e acessibilidade. Ele conta com o apoio de programas como o Bolsa Atleta Olimpus MT e Bolsa Atleta Federal.

“A minha vida é superação e um exemplo da inclusão que o esporte pode fazer”, externou Heitor que, no momento, ocupa a diretoria de espores da Associação de Surdos de Rondonópolis e, também, é gerente do Departamento de Paradesporto da Prefeitura.

Como é

O futsal praticado por deficientes auditivos praticamente não possui diferenças da modalidade convencional. O que difere é que a equipe de arbitragem usa bandeiras para sinalizar as infrações e todos os acontecimentos relevantes da partida.

 

 

Fonte: A Tribuna MT
Crédito da Foto: Arquivo