A Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Câmara Municipal, que investiga a situação da Santa Casa de Rondonópolis, quer ouvir na próxima terça-feira (12), os sócios-proprietários da empresa CBS Serviços Médicos Ltda, Douglas Dolce Domingues e Júnior César Gonçalves Figueiredo.
A oitiva está agendada para as 15 horas, no plenário da Casa de Leis. A CBS foi contratada pela Santa Casa para prestar serviços ambulatoriais em diversas especialidades.
A comissão informou, ontem, que inicialmente havia convocado apenas Douglas. No entanto, o advogado do empresário procurou a CEI para informar que o sócio-proprietário Júnior seria o mais indicado para prestar os esclarecimentos.
Contudo, a comissão entendeu que, como o documento de prestação de serviço da empresa para a Santa Casa foi assinado por Douglas, o mais apropriado, diante do que foi colocado pela empresa, seria convocar os dois para esclarecer pontos do contrato.
“Leonino”
Durante depoimento à comissão, em maio deste ano, o diretor financeiro da Santa Casa, José Eduardo Ponciano de Carvalho, classificou o contrato firmado com a empresa CBS Serviços Médicos como “leonino” para o hospital filantrópico.
Segundo ele, o mesmo só favorecia a empresa, em prejuízo do hospital. “É impraticável. É totalmente leonino”, sentenciou em seu depoimento naquela oportunidade.
O referido contrato já havia estado no centro da oitiva realizada no último dia 29 de abril pelo presidente do Conselho Administrativo e Financeiro da Santa Casa de Rondonópolis, Jacques Polet. Na ocasião, ele sinalizou que a sua assinatura teria sido “fraudada” no documento.
Outros contratos
Na última terça-feira (5), o colegiado ouviu a empresária Cláudia Lucila Pereira de Oliveira, representante da empresa Precisa Sistematização Organizacional SIS LTDA, que foi contratada para prestar serviços de digitalização e guarda de documentos.
Prazo
Instalada em 17 de março, a CEI já conta com quase cinco meses de atuação, devendo ser encerrada em setembro, caso não seja pedida uma prorrogação, o que por hora o relator Vinícius Amoroso acredita não ser necessário.
“Acredito que o prazo é suficiente para conclusão dos trabalhos. Estamos bastante animados e coesos para trazer os resultados que a sociedade espera”, declarou Amoroso, esta semana, à reportagem.
Fonte: A Tribuna MT
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