Crise hídrica: Cláudio Ferreira prevê construção de lago e recuperação do Rio Vermelho

Para o prefeito Cláudio Ferreira, revitalizar o Rio Vermelho é estratégico, diante do volume de água que vem sendo registrado nos períodos de estiagem

A redução do volume de água do Rio Vermelho pode levar à restrições no fornecimento de água, afetando o cotidiano dos moradores e atividades econômicas em Rondonópolis.

A situação de crise hídrica, especialmente no período de estiagem, entre junho e setembro, evidenciada por um estudo feito pela Superintendência de Averbação e Cartografia do Município, como mostrou o A TRIBUNA ontem, preocupa o prefeito Cláudio Ferreira (PL).

Em entrevista ontem a este jornal, o chefe do Executivo disse à reportagem que planeja algumas medidas de recuperação ambiental e a construção de um lago artificial nos altos do Ribeirão Arareau, com o propósito de viabilizar a segurança hídrica do município.

A ideia da construção de uma barragem no Arareau não é nova, já foi alvo de debates, anos atrás, após ser levantada pelo advogado José Roberto Feltrin, falecido, em 2021, em decorrência da Covid-19.

Os números do relatório da Superintendência de Averbação e Cartografia são alarmantes e evidenciam uma tendência de seca contínua. Segundo o superintendente Ricardo Amorim, o nível mais baixo já verificado ocorreu em 2024, e a preocupação é que “em 2025 seja pior”.

“Hoje, quase a metade da água tratada que chega nas torneiras dos rondonopolitanos é proveniente do Rio Vermelho. Esta situação apontada pelo estudo é muito preocupante. Revitalizar o Rio Vermelho é estratégico. Por isso, estamos planejando algumas medidas para a sua recuperação”, externou o prefeito.

Entre as medidas estudadas estão o reflorestamento das margens do rio e proteção de nascentes, que estão localizadas no município de Poxoréu. “Esta ação envolve também a participação de outros entes governamentais e a conscientização da população sobre o uso racional da água pela população e a indústria, principalmente no período da seca”.

O prefeito destacou ainda que o estudo apontou que a baixa vazão e o assoreamento acelerado do Rio Vermelho já afetam o fornecimento de água para cerca de 50% dos bairros da cidade nos períodos críticos e aumentam os custos de tratamento.

“Esta situação tende a se agravar”, reiterou Ferreira, acrescentando que a construção de uma barragem no Arareau, para a criação de um lago artificial, a exemplo do Paranoá, em Brasília, está sendo estudada como uma alternativa para reduzir a dependência do Rio Vermelho.

“É uma ideia (lago) já levantada lá atrás que estamos avaliando viabilizar como uma das alternativas para ampliar a nossa estrutura de abastecimento e, com isso, evitar que futuramente falte água para o consumo da população, por conta da escassez hídrica, que vem se agravando”, explicou.

Além de aumentar a reserva hídrica do município, conforme o prefeito, a criação do lago pode se tornar uma fonte de lazer e ainda contribuir para a melhoria da qualidade ambiental da cidade, com o aumento da umidade relativa e da qualidade do ar na área urbana de Rondonópolis.

 

 

Fonte: A Tribuna MT
Crédito da Foto: Arquivo