Dada nos bastidores já como arquivada, antes mesmo de ser apresentada, a proposta de abertura de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI), na Câmara Municipal, para apurar a situação da Companhia de Desenvolvimento de Rondonópolis (Coder), voltou a ‘respirar’ e está agora por uma assinatura para que o requerimento possa ser apreciado pelos vereadores no plenário.
Ontem, as vereadoras Luciana Horta e Kalynka Meirelles, ambas do PL, disseram ao A TRIBUNA que vão assinar o pedido, que há várias semanas conta com quatro assinaturas.
Para requerer a abertura do colegiado são necessárias, no mínimo, sete assinaturas, conforme estabelece o regimento da Casa Legislativa. Por outro lado, o requerimento, caso seja apresentado, para ser aprovado em plenário precisa ter ao menos 11 votos dos 21 vereadores.
Conforme noticiado, o pedido, ao qual a reportagem teve acesso, semana passada, constava apenas com as assinaturas dos vereadores Marisvaldo Gonçalves (Republicanos), Renan Dourado (Republicanos), Investigador Gerson (MDB) e Adilson do Naboreiro (MDB).
“Estranhei a informação dada pelo A TRIBUNA, na semana passada, que a CEI só tinha quatro assinaturas. Então, procurei o vereador Gerson, que é um dos proponentes, para ver esta questão, já que eu havia manifestado o interesse de assinar o pedido, mas que até então não tinha chegado até mim”, explicou Luciana Horta.
“Vou assinar”, emendou a vereadora mais votada do último pleito, observando que considera importante apurar as causas da grave crise financeira que a companhia atravessa e, se houver culpados, que os mesmos possam ser responsabilizados.
Da mesma forma, a vereadora Kalynka Meirelles informou que já avisou aos proponentes da CEI que quer assinar o pedido.
“Como falei desde o início que começou a discutir a abertura da CEI, eu vou assinar o pedido”, sustentou
O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Rondonópolis (Sispmur), que representa os trabalhadores da Coder, havia pedido à Câmara Municipal que abra uma CEI para passar a limpo a empresa pública, que se encontra atolada em uma dívida milionária que ultrapassaria a casa dos R$ 260 milhões, segundo apontou auditoria da controladoria do município.
Fonte: A Tribuna MT
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