O grupo de pesquisas da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) que estuda formas de retardar Alzheimer, Parkinson e Epilepsia recebeu a oportunidade de apresentar seus resultados em evento científico na Alemanha, em 2026, e pede ajuda para as despesas da viagem internacional. Mesmo com descobertas relevantes acerca do sistema neurológico, o coordenador destaca que a falta de incentivo financeiro ainda é um obstáculo no avanço da pesquisa científica em Mato Grosso.
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O projeto desenvolvido no Laboratório de Metabolismo Mitocondrial e Neurotoxicologia é filiado a UFMT e os 14 pesquisadores são coordenados pelo doutor em bioquímica Anderson Souza. O grupo é focado em 3 frentes de pesquisa, com óleos, frutos regionais e exercícios físicos a fim de entender como eles podem ser aliados ao tratamento de doenças neurológicas.
O grupo de pesquisas da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) que estuda formas de retardar Alzheimer, Parkinson e Epilepsia recebeu a oportunidade de apresentar seus resultados em evento científico na Alemanha, em 2026, e pede ajuda para as despesas da viagem internacional. Mesmo com descobertas relevantes acerca do sistema neurológico, o coordenador destaca que a falta de incentivo financeiro ainda é um obstáculo no avanço da pesquisa científica em Mato Grosso.
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O projeto desenvolvido no Laboratório de Metabolismo Mitocondrial e Neurotoxicologia é filiado a UFMT e os 14 pesquisadores são coordenados pelo doutor em bioquímica Anderson Souza. O grupo é focado em 3 frentes de pesquisa, com óleos, frutos regionais e exercícios físicos a fim de entender como eles podem ser aliados ao tratamento de doenças neurológicas.
Dificuldades além dos Congressos
Mesmo em dias comuns, a rotina de um laboratório de pesquisa exige, além do pesquisador, materiais e insumos para seu
desenvolvimento. Manter o número correto de cobaias, alimentação adequada e reposição de materiais requerem dinheiro que muitas vezes é escasso e precisa vir dos próprios estudantes.
A maior parte dos cientistas vinculados ao Laboratório de Metabolismo Mitocondrial e Neurotoxicologia recebe bolsas para realizar o trabalho, entretanto, o apoio financeiro se limita a isso e a pesquisa em si recebe pouco aporte. Anderson Souza explica que uma vez por ano um recurso é repassado ao laboratório, de cerca de R$ 3 mil (média de R$ 250 mensais), que é insuficiente.
“Boa parte das coisas compradas no laboratório é dinheiro próprio. A dieta vegana das Drosophilas, os tubos plásticos que quebram, por exemplo. Utilizamos o dinheiro pessoal já que recursos financeiros recebidos são insuficientes”, relatou ele.
A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat) lança editais de bolsas direcionadas apenas para os pesquisadores. Além da Fapemat, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) abrem editais para custos laboratoriais, entretanto, possuem alta concorrência e os recursos, geralmente, são destinados a laboratórios com mais anos de existência.
Busca por financiamento
As tentativas de conseguir recursos ocorrem em variadas frentes. Em 2024, o grupo de pesquisas conseguiu homologar um projeto a partir do Banco de Projetos e Entidades (Bapre), do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), com um valor de R$ 623.172,41, que garantiria a compra de equipamento para potencializar a análise dos animais estudados. O dinheiro, entretanto, ainda não foi repassado ao grupo.
Entramos em contato com o MPMT e questionou sobre a demora no repassa. A instituição explicou que os recursos destinados aos projetos homologados provêm de Termos de Ajustamento de Conduta (TAC) ou transações penais. O Bapre, entretanto, mesmo que homologue um projeto, não tem um prazo ou ordem específica para a destinação e entrega desses recursos.
“Com esse dinheiro, poderíamos comprar um equipamento que seria um divisor de águas na pesquisa do Centro-Oeste. Neste projeto, está previsto comprar um equipamento que custa cerca de 85 mil euros e a gente conseguiria ver atualizações da pesquisa em tempo real nos animais”, explicou.
Realizar pesquisas em Mato Grosso promove uma valorização de insumos locais. Descobertas feitas sobre óleo de milho e pequi só foram possíveis pelo olhar sensível de pesquisadores que moram e conhecem o estado.
Souza contou que também tenta firmar parcerias com startups e empresas privadas que desejam contribuir com a ciência.
“Todo esse sofrimento de conseguir recurso, de fazer a pesquisa funcionar. Eu entendo que o dinheiro público tem que ser muito bem investido. Eu entendo perfeitamente isso. Mas o retorno que a pesquisa científica dá é inestimável, é incalculável. Incalculável”, destacou o doutor.
Fonte: Gazeta Digital
Crédito da Foto: Reprodução/ Instagram