A abertura de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI), na Câmara Municipal, para investigar as contas da Companhia de Desenvolvimento de Rondonópolis (Coder) ainda respira.
O vereador Adilson do Naboreiro (MDB) disse que vai insistir com a instauração do colegiado. A finalidade, segundo ele, é apurar o que de fato ocorreu para que a empresa pública chegasse a esse estágio de total falência.
O emedebista admite que ainda não conta com as sete assinaturas para apresentar o pedido de abertura da CEI no plenário. Por outro lado, demonstrou confiança em obtê-las. “Não tenho ainda, mas vamos conseguir”, aponta.
Além das sete assinaturas para apresentar o requerimento, o regimento interno da Casa de Leis estabelece que, para que seja aprovada a abertura de uma CEI em plenário, são necessários, ao menos, 11 votos dos 21 vereadores.
O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Rondonópolis (Sispmur), que representa os trabalhadores da Coder, chegou a pedir à Câmara Municipal que abra a CEI para passar a limpo a empresa.
Além de Naboreiro, o pedido de abertura estava sendo encabeçado pelos vereadores Marisvaldo Gonçalves (Republicanos) e Investigador Gerson (MDB). Marisvaldo, inclusive, chegou a dizer à reportagem do A TRIBUNA que havia seis assinaturas confirmadas e, pelo menos, outros cinco sinalizaram avalizar o pedido.
No entanto, nos últimos dias, o assunto foi esquecido em meio às discussões do Projeto de Lei que prevê a liquidação da Coder, encaminhado pelo Paço para votação na Câmara Municipal, que acabou sendo aprovado, em duas votações, anteontem (16).
Contudo, uma decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ/MT) suspendeu a tramitação do projeto pela Casa de Leis.
Diferente de Naboreiro, tanto Gerson como Marisvaldo, embora digam que seguem defendendo a instauração da CEI, não têm a mesma confiança de que a comissão seja instalada neste momento de incerteza causado pela decisão judicial.
Fonte: A Tribuna MT
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