O tempo ameno, com um mês de maio chuvoso e chuvas espaçadas registradas também em junho, foram determinantes para a redução das queimadas em Rondonópolis neste ano.
Conforme dados do 3º Batalhão do Corpo de Bombeiros Militar, neste primeiro semestre de 2025, em comparação com o mesmo período de 2024, houve uma redução de 80% no número de queimadas na cidade.
Enquanto em 2024, o Corpo de Bombeiros havia atendido ao menos 130 ocorrências no período, neste ano, a quantidade caiu para aproximadamente 70.
Ainda, de acordo com os dados, nestes primeiros 15 dias de julho, a quantidade de queimadas continua bem abaixo do ano passado. Este ano, foram registrados 10 focos nestes primeiros 15 dias de julho, ao passo que no ano passado, em julho, foram registrados 50 focos.
Mesmo com a situação mais controlada, o tenente-coronel BM Antonio Marques Guimarães, comandante regional em substituição legal do 2º Comando Regional Bombeiro Militar, reforça que desde o dia 1º de julho se iniciou o período proibitivo das queimadas no Cerrado e o Corpo de Bombeiros, visando cumprir com o plano de operações para a temporada de incêndios florestais, deu início a várias ações.
“Rondonópolis e os demais municípios da região Sudeste estão sendo acompanhados por militares do 3º Batalhão de Bombeiros Militar por meio da sala de situação descentralizada de monitoramento de incêndios. Através do sistema de georreferenciamento, os bombeiros verificam os locais de focos de calor e equipes são designadas para o respectivo atendimento de forma a resolver de maneira célere e eficaz, combatendo o fogo”, explica.
O comandante ressalta ainda que esse trabalho será executado durante todo o período proibitivo de queimadas que se estende até o final do mês de novembro.
O Corpo de Bombeiros Militar também utiliza satélites para identificar os focos de queimadas. O capitão BM Roberto Coelho detalha que os satélites fazem varredura na região e de tempo em tempo, de duas em duas horas, ou de três em três horas, dependendo da situação, comunicam para a sala de monitoramento os focos de calor detectados e reconhecidos como incêndio.
Ao receber as informações do satélite, as equipes de solo são acionadas para verificar e monitorar a situação de forma rápida.
A intenção é efetivamente diminuir o tempo em que o incêndio florestal queima e prejudica a saúde e a comunidade, além de atender todos os focos e garantir a responsabilização pelos incêndios.
Fonte: A Tribuna MT
Crédito da Foto: Divulgação/CBMMT