Um parecer técnico de engenharia da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Sinfra), publicado nesta quarta-feira (2), aponta a necessidade de realizar o isolamento e a sinalização imediata da área afetada por uma cratera sobre o Córrego Bambu, a fim de prevenir acidentes, principalmente durante o período noturno ou em condições de baixa visibilidade. A cratera está localizada na travessia do córrego na Rua Jerônimo das Chagas, na Vila São Francisco.
Conforme o parecer técnico, há uma grande erosão na travessia do córrego, prejudicando a pista exatamente sobre a passagem do Bambu e impossibilitando o trânsito de veículos.
O relatório explica que no local houve colapso da travessia e o desarranjo dos tubos metálicos, que estão deteriorados e deslocados de sua posição original.
“Isso indica que a estrutura de drenagem não suportou as condições de vazão do córrego”, aponta o documento.
“No início da travessia dos tubos apresenta-se um volume considerável de resíduos sólidos, como lixo doméstico e entulhos, acumulados junto a galhos. Esse acúmulo não apenas polui o ambiente do córrego, mas também sugere uma possível contribuição para a obstrução e falha no sistema de drenagem da travessia, reduzindo a capacidade de vazão e aumentando a pressão interna nos tubos”, acrescenta o parecer.
Diante da situação, o documento indica que há riscos de acidentes, com perigo grave de quedas para pedestres, bicicletas e até animais, e que a erosão está prejudicando a mobilidade de moradores, prolongando trajetos e dificultando o acesso a residências, comércios e serviços essenciais.
Além disso, o acúmulo de lixo e a alteração do fluxo de água no córrego podem criar ambientes propícios para a proliferação de vetores de doenças e a contaminação da água e do solo, impactando a saúde da comunidade.
O parecer técnico ressalta ainda que a destruição dos tubos de metal significa que o sistema de transposição das águas do Córrego Bambu está inoperante, o que, além de ser a causa do problema, impede o fluxo adequado, podendo causar inundações a montante em períodos chuvosos, bem como há um alto risco de rompimento de tubulações de redes de água, esgoto, cabos de energia elétrica e telecomunicações que cruzam a área da travessia, resultando em interrupção de serviços, vazamentos e riscos adicionais.
Assim, além da medida imediata de isolamento do local para a passagem de pessoas e veículos, o parecer indica a necessidade de contratação de uma empresa especializada em travessias e pontes, capaz de dimensionar e construir uma nova estrutura de transposição (galeria celular) que seja adequada às condições hidráulicas e de carga do local, com especificação de materiais e técnicas construtivas robustas, além de incluir o projeto de camadas de aterro, base, sub-base e pavimento com a devida compactação e qualidade.
Antes da obra, de forma emergencial, o relatório também orienta que seja feita a remoção imediata dos resíduos sólidos acumulados na área e no leito do córrego, e para evitar recorrências, indica a necessidade de investir em ações contínuas de conscientização da população sobre o descarte correto de lixo, com foco na preservação do sistema de drenagem urbana e no meio ambiente.
Fonte: A Tribuna MT
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