47% da população aprova implementação de programa de emagrecimento com Mounjaro

De acordo com o questionário, exibido no portal de 21 a 28 de junho, 47% julga necessário o programa diante da dificuldade no acesso de programas de emagrecimento, principalmente aos obesos

Uma enquete do  mostrou que 47% população de cuiabana aprova a criação do programa de emagrecimento que ofertará canetas emagrecedoras a pessoas com sobrepeso gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), estudado pelo prefeito Abilio Brunini (PL) com apoio da vereadora Michelly Alencar (União Brasil).

De acordo com o questionário, exibido no portal de 21 a 28 de junho, 47% julga necessário o programa diante da dificuldade no acesso de programas de emagrecimento, principalmente aos obesos. Cerca de 41% opinaram que a medida é sem necessidade e defende que as verbas da proposta sejam destinadas a insumos básicos da saúde pública.

Outros 12% entendem que a obesidade exige atenção, mas que a prefeitura poderia buscar outra alternativa com um custo menor.

A alternativa de utilizar as canetas no SUS foi anunciada pela vereadora em 12 de junho quando revelou que destinaria R$ 1,2 milhão em emenda parlamentar para a aquisição do medicamento Mounjaro. O assunto foi defendido pelo prefeito da capital que inclusive anunciou ter feito o uso da medicação.

“Esse programa é sobre saúde pública, não estética. Estamos falando de salvar vidas, de prevenir doenças como hipertensão, diabetes e problemas cardíacos. O cidadão comum não pode pagar R$ 1.700 por um tratamento como esse. E é por isso que estamos assumindo essa responsabilidade com seriedade”, declarou Michelly à época.

Nesta semana, uma audiência pública na Câmara Municipal tratou do tema, o prefeito reforçou que o foco da gestão será investir em políticas públicas voltadas à saúde preventiva e à mudança de hábitos da população. Durante o debate, Abilio destacou que o Sistema Único de Saúde (SUS) ainda não disponibiliza o Monjauro de forma regular e que a solução para o problema da obesidade vai muito além da medicação.

"O problema da obesidade é complexo. Não se trata só de um remédio. A gente precisa falar sobre reeducação alimentar, atividade física e cuidado com a saúde mental. Quando a vereadora coloca R$ 1,2 milhão para isso, aproveitamos o momento para reforçar que queremos caminhar com a população. Venha para o posto de saúde, participe de um alongamento, de um grupo de acompanhamento. Isso também é tratamento", declarou.

O programa atenderá inicialmente 300 pacientes, que serão acompanhados por nutrólogos ou endocrinologistas, nutricionistas, educadores físicos e estagiários de universidades parceiras. Um Centro Integrado de Qualidade de Vida, em fase de implantação, será o espaço fixo para execução do projeto. Enquanto isso, a Prefeitura deve anunciar uma unidade de saúde de referência onde a triagem e o atendimento inicial acontecerão.

 

Fonte: Gazeta Digital
Crédito da Foto: Receita Federal