Coder e Prefeitura: Servidores se unem em mais um dia de manifestação na Câmara Municipal

Manifestação na Câmara Municipal, ontem, reuniu servidores ativos, aposentados e trabalhadores da Coder

Convocados pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Rondonópolis (Sispmur), trabalhadores da Companhia de Desenvolvimento de Rondonópolis (Coder), servidores da ativa e aposentados da Prefeitura se juntaram, ontem, para um protesto durante a sessão ordinária da Câmara Municipal.

De acordo com o sindicato, a manifestação é uma resposta aos rumores de que a gestão municipal teria a intenção de “fechar” a Coder, bem como também de nomear um interventor para gerir o Instituto Municipal de Previdência dos Servidores de Rondonópolis (Impro).

O comparecimento à Câmara, segundo o sindicato, é para sensibilizar os vereadores, já que qualquer medida do Executivo para um suposto fechamento da Coder ou mesmo para indicar um interventor para o Impro, deve passar pelo crivo dos vereadores.

Na semana passada, os trabalhadores da Coder também fizeram um dia paralisação e uma manifestação na Câmara para tentar impedir o “fechamento da empresa pública”, que supostamente estaria sendo articulada pela atual gestão municipal.

Na ocasião, ficou definido que seria formada uma comissão mista, composta por representantes da Câmara Municipal, sindicato e de trabalhadores da Coder para discutir com o prefeito Cláudio Ferreira o futuro da empresa pública, que passa por uma situação financeira crítica, com um endividamento superior a R$ 260 milhões.

Conforme já noticiado pelo A TRIBUNA, a prefeitura nega que tenha sacramentado o destino da Coder e garante que tudo isso [fechamento] não passa de mera especulação.

Já sobre o Impro, a polêmica começou há cerca de três semanas, após o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ/MT) decidir pela inconstitucionalidade de uma lei aprovada, em 2005, que define a eleição direta, com votos dos servidores, para a escolha da diretoria executiva do Instituto. A Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) foi proposta pelo ex-prefeito Zé Carlos do Pátio (PSB), em 7 de outubro do ano passado.

Com essa decisão do TJ, a escolha do diretor do Impro deixaria de ser por meio de eleição da categoria e passaria a ser de livre nomeação do prefeito. Para o sindicato, tal intervenção representa uma ameaça direta à autonomia do Instituto e aos direitos dos servidores, aposentados e pensionistas.

A direção do Impro e sindicato tentam reverter a decisão da Justiça e garantir a manutenção do atual modelo.

“O que está em jogo não é só uma gestão, mas a segurança e o respeito à história do servidor público”, atesta o atual diretor-presidente do Impro, Danilo Ikeda.

 

 


Fonte: A Tribuna MT
Crédito da Foto: Valdeque Matos/A TRIBUNA