O bispo da Diocese de Rondonópolis-Guiratinga, Dom Maurício da Silva Jardim, embarca hoje (23) para Roma, onde participará do funeral do Papa Francisco, falecido na última segunda-feira (21). São esperadas milhares de pessoas para o velório na Basílica de São Pedro, a partir de hoje (23), com duração de três dias.
A previsão é que Dom Maurício chegue amanhã (24) no Vaticano. A viagem do bispo marca a presença oficial da Diocese de Rondonópolis-Guiratinga nas homenagens ao líder da Igreja Católica.
Antes de embarcar, Dom Maurício expressou publicamente a importância de sua missão em Roma.
“Nesta quarta-feira (23) eu estou embarcando para Roma para participar do funeral do Papa Francisco. Quero representar todos vocês, cristãos leigos e leigas, ministros ordenados, a vida consagrada da nossa diocese de Rondonópolis-Guiratinga. Estarei lá esses dias em Roma, participando dos funerais e representando todos vocês. Peço que me acompanhem pela oração e estarei muito unido com todos através da oração”, afirmou o bispo.
Dom Maurício também relembrou momentos marcantes do pontificado de Francisco. “Sua primeira visita apostólica ao Brasil, para a Jornada Mundial da Juventude, e sua primeira exortação apostólica foi sobre o anúncio do Evangelho no mundo atual, a alegria do Evangelho. Esse foi um dos temas marcantes do pontificado do Papa Francisco: a alegria do Evangelho. Um pontificado de 12 anos marcados pelo testemunho apostólico de um fiel discípulo de Jesus Cristo”, disse.
Segundo o bispo, Francisco convocou a Igreja mundial a viver uma nova etapa evangelizadora. “Convidou a Igreja do mundo inteiro para uma nova etapa evangelizadora marcada pela alegria e pelo anúncio da misericórdia divina a todos. O Papa nos convidou a sermos uma Igreja em saída. Dialogou com a sociedade internacional sobre os temas relacionados à paz, à dignidade humana e à justiça social”, destacou Dom Maurício.
Ele também ressaltou a proximidade do Papa com os mais vulneráveis e com os desafios sociais contemporâneos.
“Colocou-se próximo dos mais vulneráveis, os refugiados, os migrantes, os feridos pelas guerras, os que sofrem abusos sexuais e deu um destaque muito grande aos povos originários, os povos indígenas. Exortou o mundo para o cuidado da casa comum e denunciou sobre uma economia que mata e exclui”, apontou.
Para Dom Maurício, os gestos de Francisco superaram suas palavras. “Seus gestos falaram mais do que as suas palavras. Reconhecia as pessoas no meio da multidão, um papado marcado pela proximidade e acolhida de todos, sem excluir ninguém. Papa Francisco nos deixa esse grande legado, um papa simples, um papa próximo, um papa que escolheu morar na Casa Santa Marta e o papa que será sepultado na Basílica Papal Santa Maria Maior”, completou.
Fonte: A Tribuna MT
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