Unemat Roo: Movimento organiza ato público para cobrar campus definitivo na cidade

Integrantes do Movimento 'Campus Já – Unemat Rondonópolis'

No próximo dia 10 de maio, o movimento “Campus Já – Unemat Rondonópolis” realizará um ato público em defesa da implantação do campus definitivo da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) no município.

A manifestação ocorrerá das 10h às 11h, com concentração na Praça Brasil às 9h e caminhada até a Praça dos Carreiros. O grupo convida toda a sociedade civil para participar da mobilização e cobrar das autoridades uma solução definitiva para a presença da Unemat em Rondonópolis.

A luta por um campus próprio da Unemat na cidade já se arrasta há mais de duas décadas, mas ganhou força nos últimos anos com a articulação do movimento.

Segundo Daniel Gonçalves, líder do “Campus Já – Unemat Rondonópolis”, o movimento surgiu a partir de lutas pontuais dos estudantes por melhores condições de estudo.

“Desde 2018 estamos lutando pela Unemat aqui. Lá no início, eram lutas por questões pontuais. Alguns alunos lutavam por um ônibus no período noturno, pela melhoria da qualidade das carteiras e da questão da infraestrutura, outros lutavam porque não tinham profissionais para fazer a limpeza das salas. Estamos nessa caminhada há muito tempo e, no final do ano passado, decidimos trazer isso para fora, para a comunidade nos ajudar a pedir um campus definitivo”, afirmou.

Atualmente, o campus avançado da Unemat em Rondonópolis conta com cerca de 600 alunos e oferece sete cursos. No entanto, cinco deles — Geografia, Direito, Engenharia Civil, Pedagogia e Química — estão prestes a ser encerrados, segundo o movimento.

“Dos sete cursos, cinco vão finalizar até meados de março. E não houve ‘patrocínio’ para novos cursos. Além de não ter vestibular esse ano, nós teremos uma vacância de, pelo menos, um ano sem curso. Além disso, já foi conversado com os alunos sobre a possibilidade de transformar os cursos que serão mantidos em EAD. Isso é um enfraquecimento da universidade pública”, explica Daniel.

Para o líder do movimento, a criação do campus definitivo traria estabilidade e autonomia para a Unemat em Rondonópolis. “A importância do campus, desta autonomia, é que nós teríamos uma gestão própria aqui.

Essa gestão propicia que a direção local possa, em parceria com a comunidade, entender quais são os cursos demandados pela região de acordo com o mercado de trabalho.

Sem contar na questão da regularidade, que todo ano teríamos o vestibular e a oferta dos cursos. Além de poder oferecer um curso gratuito de qualidade para pessoas que não teriam oportunidades de fazer a graduação, de realizar o seu sonho e de se tornar um profissional qualificado se não for por meio de uma universidade pública”, acrescentou Daniel Gonçalves.

Joel Barbosa, o “Joel Colecionador”, membro do movimento, reforça que o grupo tem atuado junto à classe política local. “Nós temos ido frente aos quatro deputados estaduais de Rondonópolis, aos deputados federais e estamos também agendando com o senador, para que eles possam fazer uma frente parlamentar e buscar junto ao governo e também com a reitora uma solução definitiva para essa questão”, relatou.

Para Joel, a cidade tem condições plenas de receber o campus definitivo e a implementação pode contribuir ainda mais com o desenvolvimento da região.

“Rondonópolis é muito avançada quando comparada a outras cidades que já foram contempladas com o campus da Unemat. Serão mais de 250 mil pessoas beneficiadas aqui, fora as cidades da região, então o campus é capaz de propiciar um desenvolvimento para mais de meio milhão de pessoas. Pedimos que toda a sociedade civil organizada, como a OAB, a ACIR, a CDL, a URAMB e a Unisal, nos ajudem nessa frente. Queremos que todas as classes ponham a mão e façam parte dessa luta. Precisamos que esse campus seja uma realidade para Rondonópolis”, destacou.

Cristiane Vieira, que também integra o movimento, detalhou a organização do ato. “Em relação ao ato público do movimento, vai ocorrer na Praça Brasil. Nós vamos nos concentrar às 9 horas e o ato vai começar às 10 para terminar às 11. Chamamos toda a população para estar presente junto ao movimento, para acrescentar e cobrar as autoridades. O movimento está aberto para todos que querem participar e somar força”, convidou.

A reivindicação central do grupo é que o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, e a reitora da Unemat, Vera Maquêa, atuem conjuntamente para oficializar a estruturação do campus em Rondonópolis.

A expectativa é que, com um campus definitivo, a cidade ganhe autonomia orçamentária e acadêmica, o que facilitaria a criação e a manutenção dos cursos, além da captação direta de recursos.

A manifestação no dia 10 de maio busca chamar a atenção do poder público e da sociedade para a urgência da causa. “Trazer hoje esta luta e convocar a sociedade para esta luta é garantir que haja continuidade, que haja esperança, que haja oportunidades justas para quem queira fazer um curso superior”, finalizou Daniel Gonçalves.




Fonte: A Tribuna MT
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