
Foi uma primeira etapa daquelas de amargar, pra ser esquecida pelo torcedor brasileiro. Com apenas três minutos de bola rolando, a Argentina já fazia 1 a 0. Julián Álvarez recebeu de Almada, passou entre Murillo e Arana, aproveitou que a bola subiu um pouco, e completou na saída de Bento.
O gol relâmpago levantou a torcida argentina no Monumental e deu ainda mais gás para a equipe liderada por Rodrigo de Paul. Aos 11, Molina cruzou da direita, a bola passou por todo mundo, teve um leve desvio em Murillo e chegou aos pés de Enzo Fernández, que completou sem dificuldade.
Isso sem contar que o segundo gol argentino saiu após 1 minuto e 33 segundos de posse do time da casa, que mandava na partida.
Abatido, o Brasil parecia nas cordas e seguiu ameaçado por outra goleada histórica. Até que, aos 26, Matheus Cunha tirou um gol da cartola: ele pressionou Cristian Romero, forçou um erro do zagueiro, roubou a bola e bateu no cantinho de Dibu Martínez.
O gol deu um novo ânimo ao Brasil, que tentou algumas chegadas em cruzamentos, mas ainda havia mais um gol para o time da casa. Aos 36, Enzo ergueu a bola na área, e Mac Allister completou na saída de Bento. Foi o terceiro do time da casa, que nem sentiu a ausência de Lionel Messi.
No intervalo, de cara, o treinador Dorival Júnior fez três alterações. Ele voltou com Endrick no lugar de Rodrygo, sacou Joelinton e colocou em campo João Gomes e trocou o zagueiro Murillo pelo também zagueiro Léo Ortiz.
Mas de nada adiantou, aos 27 minutos, Giuliano Simeone marcou o primeiro gol dele na seleção principal da Argentina.
De Paul lançou para Tagliafico, que cruzou rasteiro, a bola chegou em Simeone, que bateu entre Arana e Marquinhos, sem chance para Bento. Estava decretado o 4 a 1, e o “fantasma” do 7 a 1 voltava a rondar a Seleção Brasileira.
Aos 31, Raphinha cobrou falta com muita qualidade, mas a boa acertou o travessão e saiu. E ficou só nisso. A Argentina foi implacável e impôs ao Brasil uma goleada histórica e, já garantida na Copa do Mundo, segue na liderança das Eliminatórias, agora com 31 pontos – oito a mais que o Equador, que está em segundo lugar. Já o Brasil caiu para quarto.
Tanto Argentina quanto Brasil só voltam a campo em junho. No dia 5, a atual campeã do mundo visita o Chile pela 15ª rodada das Eliminatórias. Na mesma data, a Canarinho joga contra o Equador fora de casa.
Fonte: A Tribuna MT
Crédito da Foto: Divulgação/FIFA