Mendes diz que assassina 'merece pena que não existe no Brasil' e cobra penas mais duras

Ele ainda criticou a atuação do Congresso Nacional e as 'leis frouxas', que, em sua visão, incentivam crimes e propagam a impunidade no Brasil

O governador Mauro Mendes cobrou que a Justiça aplique uma pena exemplar à Nataly Hellen, assassina confessa da jovem Emilly Beatriz Azevedo Sena, morta aos 16 anos e que teve seu bebê roubado.

Ele ainda criticou a atuação do Congresso Nacional e as “leis frouxas”, que, em sua visão, incentivam crimes e propagam a impunidade no Brasil.

 

“Eu peço ao Poder Judiciário que essa covardia seja exemplarmente e rapidamente punida, apesar das leis frouxas que têm nesse país. É justamente essas leis frouxas, a confiança na impunidade, essa maldita impunidade que existe no país, que tem incentivado esse tipo de crime. Parece-me que a vida perdeu o valor”, disse nesta sexta-feira (14).

 

Mendes ainda disse que em função da impunidade, pessoas comuns estão praticando crimes devido à certeza de que não pagarão pelos seus atos.

 

“Eu lamento em nome de todo o povo de Mato Grosso e vamos continuar acompanhando as investigações e confiar no Poder Judiciário para que rapidamente esse crime seja processado e os envolvidos, qualquer um, além da criminosa, possa ser punido exemplarmente e que o nosso Congresso Nacional possa mudar as leis o mais urgente possível”, acrescentou.

 

O governador avaliou que “um crime tão bárbaro como esse mereceria uma pena muito grande, uma pena muito grande, que, infelizmente, nós não temos hoje no Brasil”, disse possivelmente em alusão à pena de morte.

 

Ele ainda destacou a rapidez das forças de segurança do Estado em elucidar o crime em menos de 24 horas e parabenizou o rápido trabalho da polícia.

 

“Não há palavras aqui que eu possa dizer que vá confortar a mãe e os familiares diante de tamanha covardia e crueldade”, disse.
 

 

Além do governador, outros membros da classe politica de Mato Grosso também se manifestaram sobre a morte de Emilly Azevedo Sena,16. A primeira-dama do estado, Virginia Mendes, defendeu penas mais severas para os responsáveis. A primeira-dama de Cuiabá, Samantha Iris (PL), comparou o crime a um filme de terror e pediu justiça. 

 

A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), lamentou o ocorrido e destacou a necessidade de resgatar valores e cuidar dos jovens.Já a deputada estadual Janaina Riva (MDB) também se pronunciou, classificando o crime como revoltante. A ex-primeira-dama de Cuiabá, Márcia Pinheiro (PV), questionou como tamanha atrocidade pôde ocorrer. A senadora Margareth Buzetti (PL) também expressou sua indignação.






Fonte: Gazeta Digital
Crédito da Foto: Mayke Toscano/Secom-MT