Alívio: Médicos fazem acordo e suspendem paralisação

Santa Casa ponderou que a efetivação da proposta ainda depende da superação de trâmites burocráticos

Após um acordo com a direção da Santa Casa de Rondonópolis, os médicos da unidade resolveram suspender a paralisação dos atendimentos que estava prevista para ter início ontem (12). O acordo ocorreu na terça-feira (11), depois de uma reunião da diretoria do hospital com o corpo clínico.

A Santa Casa informou sobre a suspensão da paralisação e agradeceu o corpo clínico do hospital por ter considerado as propostas apresentadas pela direção e, com isso, mantido os atendimentos na unidade.

“Valorizamos o consenso alcançado, que permitiu garantir a continuidade dos atendimentos prestados pelo hospital”, relatou.

Entretanto, a Santa Casa ponderou que a efetivação da proposta ainda depende da superação de trâmites burocráticos, conforme explanado em reunião ocorrida no último dia 8, os quais o hospital afirmou estar empenhado em resolver com a máxima celeridade possível.

O filantrópico ainda destacou que o déficit financeiro, em grande parte, decorre de questões estruturais, como a defasagem no custeio da instituição e a não atualização da tabela de repasses durante os últimos quatro anos, e da não execução de emendas previstas para o ano de 2024.

“No entanto, soluções concretas estão sendo discutidas para reverter essa situação. O Conselho de Administração, junto com o poder público, a Secretaria Municipal de Saúde e a Prefeitura, está totalmente empenhado em encontrar soluções para garantir a sustentabilidade financeira da Santa Casa. Mais do que isso, nosso compromisso é assegurar a continuidade do atendimento aos pacientes, que são o verdadeiro foco da assistência e o centro de todo o cuidado”, finalizou a Santa Casa.

Os médicos da Santa Casa havia aprovado indicativo de greve no dia 24 de fevereiro e informaram o hospital e o Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM/MT) que iniciariam a paralisação dos atendimentos a partir de ontem, medida esta que acabou suspensa.

A categoria cobra salários em atraso que, segundo os médicos, estão até oito meses sem serem pagos.




Fonte: A Tribuna MT
Crédito da Foto: Arquivo