Problema recorrente: Terceirizados voltam a cobrar salários atrasados

Brahim Zaher foi um dos vereadores que usou a tribuna da Câmara para cobrar que as empresas façam o pagamento dos terceirizados

As reclamações de atrasos de pagamento de salários dos trabalhadores contratados para atuar no poder público por meio de empresas terceirizadas de mão de obra continuam acontecendo.

Na sessão ordinária de ontem (12) da Câmara Municipal, o problema voltou a ser abordado pelos vereadores após cobranças dos trabalhadores que estão com salários em atraso.

Desta vez, são trabalhadores da saúde municipal, contratados pela empresa DDMIX e da própria Casa de Leis, pela empresa Bem-estar, que cobraram os pagamentos dos salários que estão atrasados.

Segundo o vereador Investigador Gerson (MDB), os trabalhadores contratados para prestar serviços na Secretaria de Saúde estão sem receber o salário.

Ele cobrou que a empresa faça os devidos repasses e adiantou que a prefeitura estava com quatro meses de repasses atrasos para a DDMIX referentes os últimos quatro meses da gestão anterior. “Não podemos admitir que esses trabalhadores não recebam os salários”, disse.

O vereador Ibrahim Zaher (MDB), reforçou que a prefeitura já teria feito o pagamento de dois meses que não haviam sido pagos para a DDMIX pela gestão do ex-prefeito Zé Carlos do Pátio, e que ainda esta semana deveria repassar o restante para que os trabalhadores possam receber.

Com relação aos prestadores de serviço da Câmara Municipal, contratados pela Bem-estar, Zaher argumentou que os repasses estão em dia e que a empresa já deveria ter efetuado o pagamento dos salários.

“Nós notificamos a Bem-estar para que faça o pagamento e vamos dar andamento na rescisão contratual, porque isso não pode ocorrer”, acrescentou.

De acordo com o vereador, é preciso repensar os contratos com as empresas que fornecem mão de obra terceirizada para o poder público, porque essas empresas têm a obrigação de fazer os pagamentos dos salários em dia, independente, inclusive, de atrasos de repasse. “Essas empresas deveriam ter capital para fazer os pagamentos”, finalizou.



Fonte: A Tribuna MT
Crédito da Foto: Arquivo