O município de Rondonópolis tem uma das piores coberturas vacinais do imunizante meningocócica ACWY e apareceu no ranking de monitoramento realizado pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso, por meio do Projeto Vacinômetro.
Conforme o levantamento de dezembro de 2024, o município não atingiu 50% da cobertura das vacinas meningocócica ACWY 11 anos, meningocócica ACWY 12 anos, meningocócica ACWY 13 anos e meningocócica ACWY 14 anos, que são aplicadas para proteger crianças e adolescentes dos tipos da bactéria que causa meningite.
O ranking apresenta as 42 piores coberturas vacinais em todos os casos acompanhados pelo Ministério Público de Mato Grosso, com o objetivo de elevar os índices de vacinação entre crianças, adolescentes e idosos nos 42 municípios com as menores taxas de cobertura em Mato Grosso (30% do estado).
Quando se trata da meningocócica ACWY 12 anos, Rondonópolis tem a quinta pior cobertura vacinal do estado, com apenas 15,98%. Em dezembro de 2023, a taxa de cobertura era de 43,41%.
Em relação à meningocócica ACWY 11 anos, o município é o nono pior do estado, com apenas 16,77% de cobertura vacinal. Em 2023, a taxa de cobertura do imunizante era de 43,33%.
Já a cobertura da vacina meningocócica ACWY 13 anos é um pouco maior, com 39,06%, mas ainda abaixo do recomendado. O município é o 12º pior do estado. Em 2023, a cobertura da vacina estava acima do recomendado e o município não aparecia no ranking das piores taxas de vacinação do estado.
A cobertura da meningocócica ACWY 14 anos está em 41,30% e também preocupa. Rondonópolis representa a 19ª pior taxa de Mato Grosso. Em 2023, o município também não apareceu no ranking das piores taxas de vacinação do estado desse imunizante.
A queda na taxa de imunização das crianças e adolescentes de 2023 para 2024 desperta um alerta, já que a proteção do público-alvo evita o adoecimento e surtos pela doença.
Rondonópolis ainda aparece entre os 42 piores municípios quando se trata da taxa de cobertura das seguintes vacinas monitoradas: HPV masculino (66,33%), Febre amarela (68,62%), Poliomielite (76,63%), Varicela (77,63%), HPV Feminina (80,20%), Hepatite A (82,39%), Pentavalente (86,22%), Meningococo (88,22%), Rotavírus (88,77%), Tríplice viral (89,83%) e Pneumocócica (91,34%). O ideal é uma taxa de cobertura vacinal maior que 95% para todos os imunizantes do Programa Nacional de Imunizações (PNI).
Segundo o Ministério Público, além de dar subsídios aos promotores de Justiça para que atuem junto ao poder público local, o monitoramento também busca sensibilizar a população sobre a eficácia das vacinas.
Fonte: A Tribuna MT
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