Procurador afirma que em breve o MP terá comando feminino

O cenário já é realidade em instituições como a Polícia Civil, Tribunal de Justiça e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MT)

O promotor Rodrigo Fonseca da Costa, escolhido como novo procurador-geral de Justiça do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), avalia que as mulheres devem alcançar os cargos de comando dentro da instituição nas próximas gestões.

O cenário já é realidade em instituições como a Polícia Civil, Tribunal de Justiça e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MT).

 

Durante entrevista ao Jornal do Meio Dia (TV Vila Real, canal 10.1) ele pontuou que o aumento da participação feminina é um reflexo das transformações sociais e institucionais dos últimos anos.

 

“Vamos ter em um futuro próximo mulheres nesses cargos de comando. No nosso pleito não tivemos nenhuma candidata. Não é uma questão de sexo, mas sim de dedicação à vida institucional naquele momento”, explicou Fonseca.

 

 

Apesar da perspectiva, historicamente mulheres enfrentam dificuldades e resistência para assumir postos de liderança, seja no Ministério Público ou em outras outros espaços. Apesar disso, a representatividade feminina tem aumentado nos últimos anos. Dentro do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), por exemplo, 3 mulheres já ocuparam a presidência da instituição: as desembargadoras Shelma Lombardi de Kato, Maria Helena Gargaglione Póvoas e Clarice Claudino da Silva.

 

Fonseca também destacou a participação feminina em outros processos seletivos dentro do órgão, como o Quinto Constitucional. “Na questão do Quinto Constitucional, tivemos candidatas, mas aí se passa por um processo que qualquer membro passa. Acho que, no futuro próximo, vamos ter uma procuradora-geral. As mulheres estão cada vez mais vindo para essa concorrência”, afirmou.

 

Ao ser questionado sobre possíveis articulações internas para inibir a presença feminina nas disputas ao comando do Ministério Público, Fonseca negou essa hipótese. “Muitas vezes a gente vai para a disputa e não há candidatas. Não que elas estejam desestimuladas internamente, ao contrário. Temos outras vagas pela frente em várias searas, como o CNP e o CNJ. Cada vez mais vemos a presença feminina nesses órgãos”, concluiu.



Fonte: Gazeta Digital
Crédito da Foto: TV Vila Real