Saúde confirma: Crianças que morreram na cidade estavam com leishmaniose

Nidyanara Castanheira, médica infectologista da rede municipal de saúde: “a leishmaniose visceral é uma doença potencialmente grave e se o paciente não for tratado pode chegar a 90% de mortalidade”

A Superintendência de Atenção à Saúde da Secretaria Municipal de Saúde confirmou, ontem (27), que as duas crianças, de 4 meses e de um ano, que morreram na semana passada em Rondonópolis, conforme mostramos neste fim de semana, estavam com leishmaniose visceral.

Ainda, de acordo com a Saúde Municipal, a morte da criança de 4 meses foi atestada no óbito como em decorrência de leishmaniose visceral, enquanto a criança de um ano, teve como causa principal do óbito atestado como sepse, com a leishmaniose visceral como causa secundária da morte. As duas testaram positivo para a doença.

A superintendente de Atenção à Saúde, Vânia Scapini, destacou que as investigações com relação aos dois óbitos continuam para testar animais para a leishmaniose das proximidades em que as crianças moravam.

Além dos dois óbitos, a Saúde ainda confirmou que registrou 53 casos de leishmaniose notificados em humanos neste ano na cidade. Destes, 44 são de leishmaniose tegumentar e 9 de leishmaniose visceral.

Segundo a médica infectologista da rede municipal, Nidyanara Castanheira, é importante ressaltar que a leishmaniose tegumentar e a leishmaniose visceral são doenças diferentes.

“A leishmaniose visceral é uma doença potencialmente grave, e se o paciente não for tratado pode chegar a 90% de mortalidade. E eu gostaria de destacar também que é uma doença crônica, não é uma doença aguda. Então, os sintomas não vão se desenvolver de forma rápida. O paciente vai ter uma febre prolongada, não só de 3 dias”, explica.

A infectologista acrescenta que o paciente com leishmaniose visceral “começa a perder peso, tem anemia, aumento de órgãos, principalmente fígado e baço, fraqueza. Do momento em que a pessoa é infectada pela picada do mosquito ao momento em que vai desenvolver os sintomas pode demorar de dois meses a dois anos”, finaliza.



Fonte: A Tribuna MT
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