A Superintendência da Vigilância em Saúde do Município confirmou, nesta sexta-feira (22), que recebeu a notificação de dois óbitos de crianças, com idades de 1 ano e outra de 4 meses, com suspeita de leishmaniose visceral (LV).
As causas dessas mortes, entretanto, conforme a superintendência, ainda estão sendo investigadas para confirmação de leishmaniose visceral ou por consequência associada.
Ainda, de acordo com a Saúde Municipal, diante das notificações dos óbitos, estão sendo realizados pelas equipes da pasta, desde os inquéritos nas residências, realizando bloqueios químicos (pulverização), e a coleta de dados dos prontuários.
A superintendência orientou a população sobre cuidados essenciais para evitar a proliferação do mosquito transmissor. Manter o ambiente limpo, evitar acumular matéria orgânica como folhas e frutos apodrecidos, fezes de animais e restos de comida, e manter os quintais organizados são medidas simples que ajudam a evitar que o mosquito se reproduza, evitando assim o ciclo de transmissão da doença.
ENTENDA
Segundo o Ministério da Saúde, a leishmaniose visceral é uma zoonose de evolução crônica, com acometimento sistêmico e, se não tratada, pode levar a óbito até 90% dos casos.
É transmitida ao homem pela picada de fêmeas do inseto vetor infectado, denominado flebotomíneo e conhecido popularmente como mosquito palha, asa-dura, tatuquiras, birigui, dentre outros. No Brasil, a principal espécie responsável pela transmissão é a Lutzomyia longipalpis.
Apesar de grave, a leishmaniose visceral tem tratamento para os humanos. Ele é gratuito e está disponível na rede de serviços do Sistema Único de Saúde (SUS). Os medicamentos utilizados atualmente para tratar a LV não eliminam por completo o parasito nas pessoas e nos cães.
De acordo com o Ministério da Saúde, a prevenção da leishmaniose visceral ocorre por meio do combate ao inseto transmissor. É possível mantê-lo longe, especialmente com o apoio da população, no que diz respeito à higiene ambiental.
Fonte: A Tribuna MT
Crédito da Foto: Arquivo/Ilustração
Fonte: A Tribuna MT
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