Energia Solar: Facmat agradece apoio de deputado na luta contra cobrança retroativa de ICMS

Deputado estadual Sebastião Rezende ao lado do presidente da Facmat, Jonas Alves

Os esforços do deputado estadual Sebastião Rezende na luta contra a cobrança retroativa de ICMS daqueles consumidores que produzem energia solar no Estado começam a surtir os primeiros resultados.

 

O presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado de Mato Grosso (Facmat), Jonas Alves, manteve contato com o parlamentar para informar que o Ministério Público do Estado entrou com ação na Justiça contra essa cobrança retroativa e para agradecê-lo pelo empenho na causa.

 

Na condição de presidente da Comissão Permanente de Defesa dos Direitos do Consumidor e do Contribuinte da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Rezende encampou a luta dos mato-grossenses que estão sendo afetados com essa cobrança indevida e, em reunião na semana passada com o Ministério Público, havia pedido que o órgão se manifestasse por meio de uma ação visando coibir a cobrança retroativa do ICMS incidente sobre a Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição (Tusd), abrangendo o período de setembro de 2017 a março de 2021.

 

Vale informar que os contribuintes com geração de energia própria no Estado receberam uma carta informando da cobrança retroativa de ICMS no mês passado. Segundo o comunicado, clientes com esse tipo de geração naquele período estavam com isenção de ICMS na tarifa de energia e na tarifa do uso de distribuição.

Contudo, a empresa argumenta que, conforme a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), a isenção foi concedida em desacordo com o decreto 382/2015 e convênio ICMS número 16/2016.

 

Rezende informa que a lei complementar nº 696, de 06 de julho de 2021, fez com que ficassem isentas do ICMS, até 31 de dezembro de 2027, as operações de produção de energia própria a partir de fontes renováveis sujeitas a faturamento sob o Sistema de Compensação de Energia Elétrica, seguindo resolução específica da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

 

Além do mais, a legislação vigente no país deixa claro que, administrativamente, a distribuidora só pode cobrar os débitos referentes aos três ciclos imediatamente anteriores ao da fatura.

 

O presidente da Facmat, Jonas Alves, comemorou nesta quarta-feira a distribuição da ação contra a cobrança retroativa de ICMS na energia solar (Protocolo PJE 1042188-45.2024.8.11.0041).

 

“Quero lhe informar sobre isso e quero lhe agradecer muito pelo seu apoio tão importante para que a gente pudesse alcançar esse passo tão importante que foi entrar com essa ação. Agora temos de conseguir suspender essa cobrança para sentarmos à mesa e tentarmos negociar de alguma outra maneira, como a gente já começou”, externou o representante da classe empresarial.

Em Mato Grosso, a cobrança em questão teve vencimento na sexta-feira (13/09). No estado da Paraíba, onde também atua a Energisa, o Ministério Público ingressou com uma ação e o Poder Judiciário acatou liminar para suspender a cobrança retroativa do ICMS sobre a Tusd naquele Estado aos consumidores que utilizam energia solar.




Fonte: A Tribuna MT
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