O deputado estadual e pré-candidato a prefeito de Cuiabá, Lúdio Cabral (PT) voltou a defender o seu projeto de Lei que determinar a obrigatoriedade de licitação pública para a concessão do serviço para operação do Ônibus de Rápido Trânsito (BRT) em Cuiabá e Várzea Grande, com o valor da passagem de R$ 1 pelos primeiros 5 anos.
O deputado apresentou os valores do subsídio e da receita de onde os recursos sairiam para subsidiar o valor da tarifa de R$ 1 real. Segundo o quadro apresentado durante a sessão, o Estado passaria a subsidiar R$ 3,95 por passagem, já que o valor atual da tarifa é de R$ 4,95.
O total do subsídio anual será de R$ 40.764 milhões. O valor total do subsídio em 5 anos seria de R$ 203.822 milhões. “O projeto de Lei que apresentei traz a Fonte dos recursos que irão custear a tarifa a R$ 1 Real. Será o recurso da venda dos vagões do VLT [Veículo Leve sobre Trilhos], que é um recurso novo, que não está previsto em Plano Plurianual, Lei Orçamentária, advindo exatamente da venda dos vagões do VLT. R$ 793 milhões de acordo com o cálculo do governo”, disse nesta terça-feira (9).
“E devemos considerar que caso o governo adquira a frota, será uma frota nova, zerada, ônibus movido à eletricidade, que terá uma manutenção mais barata, combustível mais barato porque será elétrico. Portanto, será absolutamente possível, estabelecer no contrato do BRT o valor a R$ 1 real”, completou.
Durante sua fala, Lúdio criticou os deputados estaduais que criticaram o seu projeto desde a semana passada, o chamando de ‘demagogo’ e que a proposta seria ‘irreal’.
“Não vi nenhum deputado criticando o ato de violência que sofri por parte do deputado Eduardo Botelho (União). Ninguém questionou essa quebra de decoro parlamentar. Invés disso, preferiu me criticar”, reclamou.
A proposta de Lúdio foi apresentada na semana passada. Durante a discussão, Botelho chegou a xingá-lo de vagabundo e empurrá-lo.
Fonte: Gazeta Digital
Crédito da Foto: João Vieira/Reprodução