Deputados não têm bola de cristal, mas parlamentar já citou facção na política

A fala ocorre no dia em que um delegado foi afastado por usar carro apreendido para fazer campanha em outro estado onde tenta ser vereador

O presidente da Assembleia Legislativa (ALMT), Eduardo Botelho (União), afirmou que os parlamentares “não têm bola de cristal” para adivinhar quais candidatos a cargos políticos recebem dinheiro de organização criminosas. Porém, quando há acusação, nada é feito.


A fala ocorre no dia em que um delegado foi afastado por usar carro apreendido para fazer campanha em outro estado onde tenta ser vereador.

Também semanas após outro delegado ser preso por abrir cela da delegacia para abrigar presos “chiques” que pagavam pela hospedagem e se aliar a garimpeiros para receber vantagens e troca e facilitar processos contra os “clientes”. Ele também tentou ser vereador anos atrás.


Contudo, diretamente ligado a facção é o Paulo W.T., que lavava dinheiro do tráfico em bens e time de futebol, cooptava novos membros e tentava lançar o irmão ao cargo de vereador de Cuiabá.


Não há bola de cristal, mas no ano passado o depurado Wilson Santos disse que ali, no Legislativo estadual, havia parlamentares eleitos por facção, porém ninguém fez nada. Não houve apuração e ficou por isso mesmo.



Fonte: A Gazeta