Durante uma reunião com representantes da Polícia Militar, do Ministério Público e do Judiciário, Fabio Garcia (União), chefe da Casa Civil de Mato Grosso, manifestou seu apoio à retomada do debate no Brasil sobre a implementação de penas mais rigorosas, incluindo a possibilidade de prisão perpétua e pena de morte em circunstâncias excepcionais.
O secretário argumentou que, mesmo com os investimentos realizados pelo Poder Público no combate à criminalidade, não é possível evitar a repetição de casos como a recente chacina em Sorriso, onde quatro mulheres foram mortas.
Para Garcia, a responsabilidade pela segurança pública não recai apenas sobre a polícia, e a situação envolvendo o suspeito do assassinato da mãe e de três filhas em Sorriso ressalta a necessidade de reformas na legislação. O suspeito, que enfrentava dois mandados de prisão em aberto por latrocínio, roubo seguido de morte, e abuso sexual, demonstra, segundo o chefe da Casa Civil, a urgência de alterações nas leis.
"Não podemos mais tolerar uma sociedade que permite que indivíduos desse tipo retornem a conviver com pessoas inocentes. Apesar dos investimentos do Poder Público no combate à criminalidade, se não modificarmos a legislação, se não endurecermos as penas, continuaremos a lidar com crimes bárbaros que continuarão a chocar nossa sociedade", afirmou Garcia.
Na visão do secretário, quando ocorre um crime dessa natureza, é necessário reconhecer que as instituições falharam. Ele enfatizou a convicção de que as leis precisam ser modificadas, endurecidas e que, em casos extremos como esse, a discussão sobre prisão perpétua e pena de morte deve ser considerada seriamente. Garcia instou os legisladores a retomarem a discussão sobre a adoção desses mecanismos como resposta a circunstâncias extraordinárias.
Fonte: Da Redação
Data: 30/11/2023