Até a semana epidemiológica 45, que abrange meados de novembro de 2023, o Brasil registrou um total de 1.656.100 casos de dengue, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Esse número representa um aumento de 21,4% em comparação com o mesmo período do ano anterior, quando foram registrados 1.363.493 casos.
Mato Grosso do Sul lidera as estatísticas, apresentando 46 mil casos e 40 óbitos. Minas Gerais ocupa a segunda posição, com 390 mil casos, sendo dois mil considerados graves, resultando em 188 óbitos. Santa Catarina e o Distrito Federal também estão entre as unidades da federação com os maiores números de casos.
As autoridades de saúde enfatizam a importância de combater a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, através da eliminação de água parada. Recomendações incluem o uso de repelentes e instalação de telas em portas e janelas. Os criadouros mais comuns do mosquito são encontrados em pneus, recipientes de plástico, vasos, garrafas, calhas e lajes.
Claudilson Bastos, infectologista do Sabin Diagnóstico e Saúde, destaca a necessidade de cuidados não apenas dentro de casa, mas também na comunidade. Ele alerta que é fundamental observar as residências vizinhas para garantir a eficácia das precauções, especialmente durante períodos chuvosos.
Os sintomas da dengue incluem febre repentina, dor de cabeça, dor nas articulações, dor muscular, erupção cutânea e dor nos olhos. Marianna Tassara, infectologista do Instituto de Neurologia de Goiânia, ressalta a dificuldade de diagnosticar a dengue apenas pelos sintomas devido à semelhança com outras doenças. A confirmação geralmente é realizada por meio de exames laboratoriais de sangue, como o teste de sorologia para dengue.
Tassara destaca a importância da implementação de uma vacina contra a dengue no Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo-a no Programa Nacional de Imunização. Para ela, a vacinação é a medida mais eficaz na prevenção contra a doença e deveria ser acessível a toda a população.
Fonte: Da Redação
Data: 28/11/2023