Milei corre contra o tempo para reconfigurar governo argentino

O presidente eleito não divulgou suas nomeações, mas afirmou que não perderá tempo após a posse e trabalhará em casa, to

O presidente eleito da Argentina, Javier Milei, que prometeu uma reinvenção do governo, enfrenta um desafio de encontrar aliados em um curto período de transição de três semanas até sua posse em 10 de dezembro.

Um dos principais focos é a escolha do Ministro da Economia, dada a situação crítica do país com um enorme déficit orçamental, reservas em dólares exauridas e a necessidade de continuar pagando um programa de crédito ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

Cerca de 40% dos argentinos vivem na pobreza, a inflação anual é de 143%, e a Casa Branca destacou uma conversa telefônica entre Milei e o presidente dos EUA, Joe Biden, sobre questões econômicas, cooperação regional e outros temas. Milei, conhecido como um populista libertário, ganhou destaque com suas críticas à elite política e surpreendeu os analistas ao vencer as eleições.

Seu plano inclui redução de ministérios, cortes de gastos públicos e privatização de empresas estatais. Até o momento, o mercado parece cautelosamente otimista em relação às propostas de Milei, com aumento nos preços das ações e títulos soberanos argentinos.

O presidente eleito não divulgou suas nomeações, mas afirmou que não perderá tempo após a posse e trabalhará em casa, tornando-se o primeiro chefe de estado argentino a fazê-lo.