O comandante-geral do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso, Alessandro Borges, atribuiu os incêndios florestais no Pantanal à ocorrência de descargas elétricas causadas por raios. No entanto, climatologistas discordam desse posicionamento. De acordo com o Instituto Centro de Vida (ICV), aproximadamente 900 mil hectares, o equivalente a 6% do bioma, já foram afetados pelo fogo, levando o estado a decretar emergência.
Borges afirmou que, em análises iniciais, tudo indica que as descargas elétricas causaram os incêndios em diversas regiões, incluindo propriedades privadas, o Parque Encontro das Águas, o Parque Nacional do Pantanal e a Reserva Particular do Patrimônio Natural Fazenda Estância Dorochê. Entretanto, especialistas apontam que outra parte dos incêndios é intencional, resultado de práticas propositais.
O ICV relata danos significativos, como mais de 36 mil hectares afetados no Parque Estadual Encontro das Águas e 38 mil hectares consumidos pelo fogo no Parque Nacional do Pantanal mato-grossense. A Reserva Particular do Patrimônio Natural Fazenda Estância Dorochê registra 18 mil hectares queimados, equivalente a 68% da área. O Boletim de Risco de Incêndio da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) identificou 2.036 focos de calor no Pantanal de Mato Grosso.
Em contrapartida, o climatologista Rodrigo Marques, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), ressaltou as dificuldades do estado em admitir que as queimadas são o principal método de limpeza em áreas agropecuárias. Ele afirma que o estado tende a culpar diversos fatores, mas não reconhece o uso generalizado de queimadas e a falta de controle sobre incêndios criminosos na região.
Fonte: Da Redação
Data: 18/11/2023